domingo, 26 de junho de 2011

Ainda. E sempre.

Ainda e sempre são as duas palavras chave de hoje. O tempo parece passar se arrastando e, na verdade, tudo está igual. Bem igual.
Não importa em que estágio de vida nós estamos, sempre temos sentimentos ridículos como medo, covardia, vontade de sair correndo, mania de perseguição, achar que tudo vai dar sempre errado. Porque é mais fácil desistir do que tentar fazer diferente, não é mesmo? É mais fácil dizer "não ia dar em nada, mesmo" e aceitar a condição de viver sempre mais do mesmo. É seguro.
Até nossos relacionamentos nos mostram isso. Já reparou que todas as pessoas que você se envolve possuem um traço em comum? E é muito provável que esse traço seja aquele defeito que você acha insuportável, mas pra você fica mais cômodo administrar o mesmo defeito. Afinal, você já está acostumado com ele. E aí não importa se você já teve dois, três ou 15 namorados, se você tiver 30 anos hoje, você está saindo com a mesma pessoa desde os 15. Eles são os mesmos. E não venha me dizer que não.
Pessoas novas trazem novas sensações, novos toques e novas descobertas. Elas querem saber coisas da sua vida que você nunca contou para ninguém, porque todos aqueles outros nunca se interessaram em saber. Assusta, assusta muito. Mas me sinto menos assustada em encarar o novo do que viver presa no passado.
Outro erro nosso é não se permitir adaptar aos novos desejos, às novas exigências. Queremos nos comportar de forma igual com todo mundo. E aí vem o conflito. Não é mais a mesma pessoa, portanto, você precisa ter boa vontade e tentar entender as novas questões. Você não nasceu pronto, a gente ficou 'assim' após as experiências passadas. Que tal tratar cada nova experiência como se fosse a primeira?
E daí se daqui a alguns meses não vai dar certo? E daí se vocês se tornarem dois estranhos, falarem apenas o necessário e acabem falando coisas estúpidas na hora de uma briga? Ou pior, e se daqui a alguns meses ou anos seja tudo tão tedioso que não haja nem brigas?
As possibilidades de não dar certo, de ser só mais uma pessoa para sua coleção, são muitas. Mas também há aquela possibilidade de vocês viverem uma grande história, a história da vida de vocês. De não ser só mais um, de ser O alguém. De vocês construirem uma casa, ter filhos, comemorar juntos as conquistas da vida. Tem a possibilidade disso, disso tudo aqui, dar certo.
As possibilidades que você acredita na vida, definem que você é. É preciso ter sempre um pouco mais de fé.

domingo, 19 de junho de 2011

eu desafio você a me amar.

Te proponho um desafio. Não vai ser fácil. É preciso ser muito valente, ter coragem e fé. Valentia para enfrentar as horas de dúvida, coragem para me receber e fé para achar que pode dar certo. Te desafio a me abraçar, a olhar nos meus olhos e receber um beijo. Te desafio a ver um filme de mãos dadas. Te desafio a saber minha cor preferida, o número do meu sapato, a primeira palavra que eu falei na vida e o meu dia da semana favorito. Te desafio a me contar com quantos anos você aprendeu a andar de bicicleta, quando foi o seu primeiro beijo e o que você acha sobre bomba nuclear. Te desafio a me ensinar músicas, a me mostrar filmes, a me mostrar antigos poemas, antigos contos que você escreveu e nem se lembra pra quem. Te desafio a dividir a comida, a rachar a conta do restaurante e a tomar uma cerveja. Te desafio a fazer massagem nos meus pés, te desafio a falar comigo por 5 horas seguidas ao telefone. Te desafio a sorrir até ficar sem ar, te desafio a pensar em mim, te desafio a ter alguém que fica ansiosa pra falar com você. Te desafio a ser feliz. Te desafio a se deixar levar por essa onda da vida que nos traz pessoas e lugares inexplicáveis. Pois só quem aceita o desafio, vive. As vezes é preciso aprender a aceitar a possibilidade de perder para poder ganhar. Te desafio a ter o copo meio cheio e meio vazio e lutar comigo para tentar ver sempre o lado preenchido. É vivendo que a gente se deixa sentir e é sentindo que a gente vive.

Fica, vai ter amor.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sou o tipo de pessoa que acredita em sorte. Acredito em roupas que dão sorte (ou azar), brincos que tornam meu dia melhor. Acredito em anjos que sopram em nossos ouvidos coisas que dizemos sem saber o motivo, mas que precisávamos dizer exatamente naquele momento. É, eu sou o tipo de pessoa que acredita.
O dia não foi fácil. Pra começar, mal dormi. Às 5h da manhã já estava de pé. E ao desencadear do dia, fui percebendo que não seria um good day. Teria eu escolhido a roupa errada?
Eu também sou do tipo que acredita que os dias ruins são compensados com dias maravilhosos depois. E é apenmas nisso que eu penso quando as coisas não vão bem.
Uma maré de azar. É assim que eu penso que as coisas devem estar. Espero que a maré mude logo. Logo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

É como reaprender a andar. Redescobrir a si, a nós, ao mundo. Tentar dar um, dois, três passos, sem precisar te contar ou perguntar. Ser mais eu. Pensar por mim, só, individual e egoísta. Não tem mais nós. Agora só basta um travesseiro na cama, um sanduiche, um copo, um prato na mesa.
Saudade é algo inexplicável. A dor da partida é semlehante à dor da morte. Só sabe quem passa. A lembrança lateja na mente. E vai e volta e vem de novo.
Tenho sorte, confesso que tenho sorte. Pois de tantos casais que só levam na memória as brigas e os aperreios, quando pensar em você vou sempre lembrar de você sorrindo. Independente do que, quando penso na gente, sempre penso na gente rindo.
Amor é troca. Nós trocamos tudo. Carinho, confidências, confiança, amizade, beijos, abraços, sussurros, olhares, pedaços do sanduiche e até os goles de um copo d'água, que eu sempre reclamei tanto por você fazer.
O fim é também começo. Por mais clichê, por mais batido, é um novo começo. Vamos ser felizes. Vamos ter novos sorrisos, novos moitivos para sonhar e, quem sabe, novos amores para dividir sanduiches. Mas nada é comparável, pois a cada ser se ama de uma forma só. Sempre te amei com toda alma e coração. E sempre vou amar. É sempre amor.
Sempre torci e sempre vou torcer por você. Espero que você saiba que eu vou estar presente, mesmo que eu não esteja fisicamente, em todos os momentos. Vou sempre estar na torcida, mesmo de longe, para que tudo dê certo, tudo seja feliz. Você merece o mundo.
Um sentimento de fracasso invade o meu peito. Quantas vezes escrevi sobre nosso amor, nossos sonhos, nossas comemorações. Mas nunca, nunca mesmo, pensei em escrever sobre o nosso fim. É uma surpresa.
Vou sentir saudades, vou chorar, vou sentir vontade de dormir abraçada com você e encostar meu pé no seu. Vou lembrar do seu sorriso, da sua voz e do seu abraço. E seus beijos. O melhor beijo.
Abrimos mão de um destino e, como prêmio, ganhamos todas as possibilidades do mundo à nossa frente. Façamos bom proveito. Sejamos felizes. E se um dia a vida for marota o suficiente pra nos jogar de novo no mesmo barco, que seja.
Por ora, te desejo a felicidade, os sorrisos e te envio o meu amor e muita luz. Te amei, te amo e sempre vou te amar.
Até logo. Aqui ou em outras vidas. Até logo, meu menino.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tentar.

Acreditar.
É isso que fazemos o tempo inteiro. Por mais que o mundo avise, que os indícios sejam evidentes, que o seu sexto sentido alarde. Nós sempre acreditamos que o melhor pode acontecer. Bem, poder até pode. Mas as coisas são do jeito que são e não do jeito que nós esperamos.
As pessoas são baús com fundos falsos. Quando você acha que conhece, que não tem mais como a gente se surpreender, não tem pra onde deixar escapar, vem uma decepção. Rasteira da vida. É como se o menino Deus falasse lá de cima "mais uma pra você lembrar quem é que manda". As decepções da vida sempre me deixam em estado de descrença da humanidade. E ainda tem sempre aquele que fala "mas quando a gente sofre, a gente cresce". Será? Não acredito que isso seja crescer ou amadurecer, ao contrário. Acho que pessoas que muito sofrem acabam regridindo, se isolando e até deixando de sentir. E quem não sente nada, não evoluiu.
E lá vamos nós em mais uma aventura da vida. Mais uma vez acreditamos "comigo pode ser diferente". Não foi. E vamos fazer o quê? Escrever 'burros' em nossas testas, só porque acreditamos que poderíamos ser felizes, que dessa vez o destino poderia ajudar um pouquinho e que as pessoas não mentiriam? Que falsidade não ia ter vez, que as palavras bonitas, como poemas, seriam de alma e coração. Não foram. Mais uma vez, não foram.
O estado pós decepção é horrível. A gente não tem vontade de nada, de ver ninguém, de ser ninguém. A gente só pensa que nunca mais vai crer, nunca mais vai achar que vai dar certo de novo. Mas vai, vai sim. E, de novo, algum dia desses, a gente vai achar que vai ser diferente. E, de novo, a gente vai achar que daquela vez, é A vez. Tentar. É assim que nós fazemos, é o que temos pra fazer. Tentar. Respirem fundo. Um, dois, três... Recomece.

terça-feira, 17 de maio de 2011

As coisas nunca ficam da mesma forma por muito tempo. Vivemos reinventando nossas vidas, nossos sentimentos, nossas maneiras de dizer alguma coisa, as gírias, o penteado. Somos cópias do que fomos ontem, projeções de amanhã. Somos, somos sim.
Isso é ainda mais presente na gente, que por bem ou por mal, somos a tal geração Y, a juventude das tantas janelinhas abertas ao mesmo tempo, da moda efêmera, do segundo que vale por uma eternidade e dos minutos que não valem nada. Nós, frenéticos, compulsivos, neuróticos, vivemos em uma eterna mania de ser. Ser o tempo inteiro. Mas não a mesma coisa durante todo o tempo.
E aí vem o destino e prega uma peça. Deixa sua vida monótona? Sua faculdade morta? Sua cidade com o eterno mais do mesmo? O que anda acontecendo com a gente?
Bem, no início eu achei que era só comigo. Até escrevi um texto no blog, recentemente, afirmando o quanto eu gostaria de morar numa caverna, visto que ando sem saco para o mundo. Mas minha angústia quando compartilhada com outras pessoas foi dada como comum. Estamos cansados. Cansados do nada. Queremos mais, mais de algo que ainda não veio. Mas, queremos.
Hoje estava com uma amiga, no carro, com a cidade passando ao nosso redor e pensando "vamos a algum lugar que nunca fomos, mudar o jeito de se vestir, cortar o cabelo...". A gente ria, porque se não fosse trágico, seria cômico.
Só queremos tentar. Tentar algo novo, tentar que dê certo. Tentar ter surpresas, tentar ser feliz, tentar ter uma explosão de sentimentos, chorar, sentir a perna tremer, odiar, amar, fechar os olhos, ficar em silêncio, segurar a mão de alguém.
Estamos esperando.

Com ou sem emoção? Com emoção, sempre.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tempo.

Sempre fui uma pessoa apaixonada pelo ser humano - e sou. Frases como "preciso ficar sozinho", "hoje não estou afim de ver ninguém", "não quero sair de casa" nunca fizeram parte da minha rotina. é claro que esporadicamente, sim, uma vez ou outra, aqui e ali. Mas estar de mal com o mundo, isso não é meu.
Porém, ando meio sem saco pra viver. Não quero música, não quero comida, não quero gente, não quero barulho. Mas, para continuar pulsando, eu ouço música, como, convivo com gente e vivo a sintonia da cidade. E, deus, como é triste viver sem querer. Jamais tinha passado por isso, estar sem tesão da vida, da minha vida. E, pela primeira vez em 20 anos, eu quero morar numa caverna.
Não sei o que houve, o que eu perdi ou ganhei, mas esse sentimento de desprezo pelo mundo anda me sufocando. Essa sensação de que são todos bichos idiotas, que não sentem, não enxergam, não acham engraçado. Estou à procura de alguma coisa. É, estou sim.
Para completar, ando com uma saudade imensa. Saudade dos amigos, da família, do namorado, de mim. Saudade de mim quando estou com eles, saudade deles quando estão comigo. Estou com saudade de rir, contar amenidades, esperar o tempo passar e... esperar. Esperar que as coisas simplesmente aconteçam e não correr atrás dos acontecimentos como ando fazendo. Cara, eu corro mesmo. Corro atrás de encontros rápidos com os amigos, de momentos de conversas rápidas com minha família, de momentos fora da rotina com o namorado. Quero tempo.
Vou fazer assim: vou juntar umas roupinhas, um jogo de xadrez e me mudar para uma caverna. Morar entre as pedras, ficar na solidão. Tentar entender esse peso do meu coração. Porra, eu não quero me tornar a velha sem tempo, sem vida. Onde eu estou? Aonde estou indo? Quem sou eu?
Whatever.